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Não acreditem
em lágrimas de crocodilo
Em 2008, o
sertanista Sydney Possuelo, comparou-o general Heleno ao coronel americano George Custer
(1839-1876), que massacrou indígenas Sioux e foi massacrado no combate de
Little Bighorn.
Em 2018, ano
em que foi diagnosticado o seu Alzheimer, o general Heleno disse na Escola
Superior de Guerra que “na hora em que começarem as operações pontuais (do
Exército no Rio), vai aparecer um monte de caras chiando sobre direitos
humanos. Se os humanos direitos não têm direitos humanos, primeiro temos que
consertar isso.”
Disse mais: “A
Colômbia ficou 50 anos em guerra civil porque não fizeram o que fizemos no
Araguaia.”
Heleno nunca
explicou o que “fizemos no Araguaia”. Lá o Exército combateu uma guerrilha e
matou não só os combatentes, mas também os guerrilheiros que se entregaram.
Encrencas
militares estão na história da família do general. Em 1912, seu avô, o então
capitão de fragata Augusto Heleno foi designado para o Conselho de Guerra que
julgou os marinheiros rebelados naquela que se tornou conhecida como Revolta da
Chibata.
Heleno está
preso no Comando Militar do Planalto e sua condenação transitou em julgado.
Mesmo assim, fica uma dúvida. Na fatídica reunião de 5 de julho de 2022, antes
da eleição, portanto, ele disse:
“Não vai ter
revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das
eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que
virar a mesa é antes das eleições”.
Ele admitia
virar a mesa antes, mas foi condenado por uma trama que pretendia dar o golpe
depois da eleição.

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